UIVAR DOS LOBOS
no tempo do vento advinha-se a angústia
e consome-se a alegria da alma
no tempo do vento roem-se unhas
de olhos espantosamente espantados
cegos pela areia arremessada
de uma assustadora onda corrompida
e inevitavelmente sangram sabugos
no silêncio do abismo
no tempo do vento os olhos são mar de dúvidas
a certeza ficou no uivar dos lobos
obstinadamente lançado à abóbada da dignidade
no tempo do vento
num mecanismo asfixiante
é servida a ausência de novos horizontes.
Teresa Gonçalves 2012/07/04
no tempo do vento advinha-se a angústia
e consome-se a alegria da alma
no tempo do vento roem-se unhas
de olhos espantosamente espantados
cegos pela areia arremessada
de uma assustadora onda corrompida
e inevitavelmente sangram sabugos
no silêncio do abismo
no tempo do vento os olhos são mar de dúvidas
a certeza ficou no uivar dos lobos
obstinadamente lançado à abóbada da dignidade
no tempo do vento
num mecanismo asfixiante
é servida a ausência de novos horizontes.
Teresa Gonçalves 2012/07/04







