quem duvida que a mulher abriga
em gomos de romãs a tristeza
no deserto do tempo?
que adormece os ecos do vento
e amansa as marés com afectos?
que é dor esquecida
na alma presente
na palavra não dita
nos beijos que dá
no pão que amassa
em dias de sol
em dias cinzentos
sem se esconder para lá do seu nome?
na música dos ventos intemporais
será ela
sempre ela
silenciosamente
a entender todos os sinais
através das janelas da alma.
Teresa Gonçalves 2012-09-01






