COM UM PEDIDO DE DESCULPAS POR RESPONDER AOS GENTIS COMENTÁRIOS, ( MUITO TRABALHO E POUCO TEMPO ) DEIXO COM CARINHO E AMIZADE O CONVITE A TODAS/OS MINHAS/MEUS SEGUIDORES E AMIGAS/OS. A VOSSA PRESENÇA É SOL DE ALEGRIA. BEIJINHOS EM VOSSOS CORAÇÕES.
21/04/13
29/03/13
24/03/13

terra desperta na mão longínqua do tempo.
desperta em silêncio em todas as primaveras
funde-se no ventre abraçada à raiz
depois do céu se fechar
à chuva e ao frio do inverno.
docemente abre o ventre
emerge abundante fertilidade
brota o primeiro sopro verde
alegram-se raízes de fecundidade
em jardins a florir vida perfumada.
deuses do ar saltam de ramo em ramo
atrás da cor, do aroma e do sabor
sobre o néctar da terra derramam
seu glorioso canto acumulado
pela vibração de terem o prazer
de em todas as primaveras
nela verem nascer
auroras de amor, em fruto e em flor.
04/03/13

fecham-se os olhos do sol em ciladas de frio
e estendem-se as horas soletradas
pelos ponteiros do relógio no inefável desespero da solidão
porta sim, porta sim, porta sim, porta não…
os rostos são apenas poemas frios
vocábulos da ausência
de uma chama a florir
entre os ecos do vento
e o espesso vazio…
o céu despeja a noite
descendo pelo corrimão
dos prolongados minutos
que são horas de nuvens Imagem Lucemar de Sousa
desfilando frias
sobre pássaros feridos
em frente ao espelho do tempo
no qual se morre em silêncio de olhos abertos…
no silêncio gelado
ouvem-se as horas soletradas
pelos ponteiros do relógio
porta sim, porta sim, porta sim, porta não…
Teresa Gonçalves
04/02/13
POESIA
afluiu dentro de mim.
descerra-me a alma
incendeia-me o pensamento
suga-me o coração
até à criatividade.
asa de sonho
doce de amor
vivo sabor.
não esconde o prazer
de possuir a lança do fogo
a fazer chama
que chama todos os sentidos.
em êxtases de sede
deixa-me viciada
a gerar
o prazer da palavra.
(é chama ou chaga que a arder se ama?)
" in" Pleno Verbo
25/11/12
Imagem Spence Thomas Ralph
deixa-me descobrir misteriosos lugares
ser gaivota na alma enchendo o espaço
tocar com as asas as ondas do mar
beber-lhe a espuma sem o drama
de o ver chorar pela poluição
deixa-me descobrir misteriosos lugares
ter asas na alma para nas árvores pousar
sem tocar na terra nem o vento desbaratar
o meu ninho de esperança
deixa-me descobrir misteriosos lugares
ser Vénus no coração e criança no olhar
sempre viva
sempre doce
com sonhos alimentar
na eterna viagem da imaginação
sem cenários gastos por dilemas e agitação.
deixa-me ir onde nunca fui
deixa-me ser o que desejei ser.
"in" livro Pleno Verbo
11/11/12
autor da imagem JANUSZ
não sei se irás para outro lugar
para outra terra ou para outro mar
se vais encontrar o céu ou o inferno
com pássaros de fogo ou lírios de brisa
não sei se cantarás a teoria dos instintos
se darás ao verbo a lucidez do universo
ou se irás tão ausente a chorar por ti
entre o silêncio de todas as luas
não sei
de nada sei
sobre o lugar que poderás encontrar
o imaginado deixará de ser mito
para passar a ser começo
do recomeço sem fim?
serão todos os sossegos acordados
e todos os segredos revelados
quando regressares ao mesmo lugar
na viagem do tempo?
Teresa Gonçalves
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