18/09/14
CONVITE
MAIS UMA SESSÃO POÉTICA PARA TODOS QUE AMAM A POESIA E VIVEM PARA ELA DE ALMA E CORAÇÃO.
«Tudo vale a pena quando a alma não é pequena» Fernando Pessoa
04/07/14
O QUE É SEU A SEU DONO.
DOU CONHECIMENTO A TODOS QUE ADQUIRIRAM O LIVRO LAÇOS ( DUETO) DA MINHA AUTORIA E DA DRª MANUELA BARROSO DE QUE, POR LAPSO DO EDITOR, CONSTA O POEMA DA PÁGINA VINTE OITO COMO SENDO DA MINHA AUTORIA O QUE NÃO CORRESPONDE À VERDADE. O DA PÁGINA 27 É MEU E O DA 28 É DA DRª MANUELA. APROVEITO ESTA OPORTUNIDADE PARA PARTILHAR CONVOSCO O REFERIDO POEMA, PARTE I E II, DE MINHA AUTORIA E DA AUTORIA DA DRª. MANUELA BARROSO
ANTE O SILÊNCIO ( DUETO) - PARTE I DO LIVRO LAÇOS, PÁGINA 27
Maia
Ante o silêncio dentro de mim
canta agitada a flauta do vento
pelas friestas das janelas.
Afasto os cortinados
e escurecem-me os olhos na dança brusca das flores
que temem cair das floreiras sem sentirem a brisa amena
nem o brilho do sol da primavera.
Numa tristeza infinita
penso:
quantas flores humanas
não dançam na estrada da vida
como elas!
Teresa Gonçalves
ANTE O SILÊNCIO ( DUETO) -PARTE II DO LIVRO LAÇOS, PÁGINA 28
Gerês
No silêncio onde mergulhas a flor do pensamento
verás que nas pétalas da gente
o vento não tem a força nem o canto dele vence
a eterna dança do Amor
No homem como na flor continua a valsa do vento
umas vezes
é trigo amargo
outras é mel onde trago
leve aragem ao pensamento
Na floreira da vida quando os ventos estremecem
o caule da flor tardia
aí
os olhos escurecem perante a flor murchando
onde sem seiva fenecem os sonhos
que vão morrendo na flauta do vento.
Manuela Barroso
04/06/14
CONVITE PARA TODOS OS MEUS SEGUIDORES ( LANÇAMENTO DO LIVRO LAÇOS-DUETO)
OS MOMENTOS FELIZES DEVEM SER PARTILHADOS COM OS AMIGOS.
EMBORA JÁ HÁ ALGUM TEMPO ME ENCONTRE AUSENTE DO MEU BLOG ( POR MOTIVOS ALHEIOS À MINHA VONTADE, NÃO POSSO NEM DEVO ESQUECER A GRATIDÃO QUE SINTO POR TODOS OS MEUS SEGUIDORES.
É COM CARINHO E AMIZADE QUE LHES COMUNICO E CONVIDO PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO LAÇOS-DUETO, QUE NASCEU POR UM DESAFIO DA EDITORA.
UM LIVRO DIFERENTE.
HONREM-NOS COM A VOSSA PRESENÇA , ( CLARO A QUEM FOR POSSÍVEL.)
BEIJINHOS AMIGOS EM VOSSOS CORAÇÕES.
02/03/14
MÁSCARA
Põe a máscara, tira a máscara, põe a máscara, tira a
máscara.
Soltou o cabelo e olha-se ao espelho.
- sou eu ou a máscara?
Já não se conhecia. Ninguém naquela casa se preocupa com o
que ela faz ou deixa de fazer, com o que sente ou deixa de sentir.
Quantas páginas da sua vida desmembradas em silêncio. Sempre a viram sorrir.
Mulher, mãe, amante, irmã e
amiga!
Desgastada, entende-se no leito e
seu marido com brutalidade aperta-a contra o peito.
Um esgar de dor é substituído por
um sorriso.
Põe a máscara…a última do dia.
Tira a máscara, põe a máscara,
tira a máscara, põe a máscara.
Aproxima-se a hora do frente a frente na televisão em
direto. Endireita o nó da gravata e ensaia várias expressões em frente ao espelho. A sua boca abre-se num
sorriso aberto.
Sorrir agrada ao povo, mais do
que se faz ou do que se promete. Prometer não custa nada…até é de graça.
Tem de vencer os adversários.
Passar a mensagem só com a sua imagem.
Fazem-lhe um sinal. Chegou a hora. Pela décima vez repete o ensaio.
Sorri e pensa para si:
Está perfeita…esta sim…foi feita
para mim!...
Põe a máscara, tira a máscara,
põe a máscara, tira a máscara.
A estrada desta vida é um palco
de teatro!
Nela, alguns de nós somos atores,
alguns de nós somos palhaços.
Tira a máscara, põe a máscara,
tira a máscara, põe a máscara.
Proliferam pelo mundo inteiro,
cordeiros com máscara de lobos e muitos mais lobos mascarados de cordeiros. Sem
máscara…existem biliões de capuchinhos vermelhos!
31/01/14
TOCAM SINOS
Tocam sinos de saudade do tempo
em que o sorriso era uma flor nos lábios.
A intensidade do som fere,
o coração contrai-se, aperta,
quase rebenta como um balão de ar.
Talvez fosse melhor do que sentir
o corpo a encolher e a alma de dor a dilatar,
atingida por fragmentos de rocha quebrada.
Tocam sinos de saudade…
A solidão em escravos silêncios povoada,
É acompanhada pelo áspero odor de humidade
que corre pela casa.
A casa onde outrora habitou o sol da ternura,
hoje é noite a guardar insónias.
A flor murchou.
Tombou inerte no chão húmido e frio.
Tocam sinos de saudade…
Entoam impiedosos galgando a memória
a sondar o passado num domínio sufocante.
Uma frieza distante…
Uma sombra passa vestida de ausência,
talvez a ver para
crer como se pode viver a morrer.
Sinos tocam. Tocam sinos. Mudam de som. Tocam a rebate.
Em cada toque sugam o tutano de todas as sílabas das
palavras.
Puro engano!
Nasci para ser feliz!
Teresa Gonçalves
16/01/14
22/12/13
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