Com a voz do coração dou as boas vindas e agradeço a visita, porque, a semente mais pura do pensamento, está no coração.





19/05/18

SÍNTESE








 vamos falar de pedras paralelas aos rios
de ruas sem nome e portas sem números
de casas devastadas nas mãos do fogo
de vidas perdidas rasgando o fumo no amargo da noite
e de sons abertos no solo do abandono

vamos falar na cruz lancinante a suar no dorso da noite
de silêncios embutidos nas unhas dos gatos fugitivos
dos seus pelos eriçados pelos medos ancestrais

vamos falar de felinos à espreita no peito assassino
para abrir caminhos às sirenes que o vento desviou

vamos falar de portas fechadas condenadas ao espectro da palavra
JUSTIÇA na onda de odores mortais

vamos falar da seca e a seguir do frio
da dor de um planeta profundamente magoado
que assume o lugar de um parto gigantesco  de fora para dentro

já não me apetece falar. sinto o corpo gelado.
o Universo penetra-me. entra dentro de mim. Sinto o seu peso
o peso profundo da sua dor que me esmaga o cérebro e irrompe um queixume da minha alma.






Teresa Gonçalves,  Dezembro 2017


09/04/18

ANTOLOGIA « POESIA PORTUGUESA» BILINGUE


Esta é a Antologia « Poesia Portuguesa» Bilingue, lançada no dia 24 de Março de 2018,
pelo quinto aniversário do Grupo. Participam quarenta e nove autores homenageados 
 pelo Grupo Asas de Poesia, com poesia inédita.




23/02/18


Imagem Google

A MAGIA DO DESPONTAR
                                                                             
O que escrevo está num esconderijo onde as sílabas nascem inquietas antes. muito antes do início.
há probabilidades de se unirem e formarem a palavra nas nervuras do tempo e ser poema numa trajetória inversa antes da primeira madrugada do início.
há um tempo
há um espaço vago
há um poema que nasce
há um ano que passa e as letras rodopiam e regressam antes do início. abertura para o interstício das horas à superfície  do esconderijo: Alma
a magia do despontar do início cruza-se com o fim.
o fim depois do início na improbabilidade de ser espírito
alma ou corpo transforma-se em sílaba em movimento
tal mariposa de asa imensa numa dança leve e contínua ao encontro da linha do Universo rasgando o ventre da ordem até à desintegração.
o que escrevo está no esconderijo da lucidez e portanto da loucura único caminho que resta para reconhecer o nível de sensibilidade, do sentir e das ações para não pactuar com a mediocridade nem dar fé à ignorância. O terrorismo monstruoso da mentira.
há um ano que passa
há um poema que nasce
há um espaço vago
há um tempo
o tempo corredor da vida. espaço represo em sílabas que separa o início  há milhares de milhões de anos- luz. dando ao homem a oportunidade de brincar com um certo jogo matemático com o objetivo  de corroer tudo o que foi criado.

há o início e há o fim.

Teresa G.
     

04/02/18


CONVITE 
APESAR DE ULTIMAMENTE NÃO VIR AO MEU BLOG, NUNCA ME ESQUEÇO DAS AMIZADES MARAVILHOSAS QUE TIVE O PRAZER DE FAZER. OBRIGADA AOS MEUS SEGUIDORES E ESTÃO TODOS CONVIDADOS PARA ESTE DIA.
BEIJINHOS EM VOSSOS CORAÇÕES 



17/01/17


imagem google

o tráfego louco que me pisa
traz lembranças de alfinetes enferrujados a rangerem em mim,
fechadura da porta da casa abandonada à séculos.

os êmbolos do coração,
seguem o tráfego com os dias marcados na memória.

quantas vezes dobrei o meu pranto em quatro estrangulada pelo chicote,
dobrada por pedras arremessadas ao meu espirito.
outono…novembro!
charco de alfinetes, chicotes, pedra, punhais.
tráfego que me pisa sempre na mesma estação
sempre no mesmo mês
numa persistência induzida pela morte transfigurada.

a inspiração não me pertence.
desce sintagmática em silêncios cúbicos dos cosmos
encharcando meus dedos num mar de palavras dos poetas mortos(vivos).

peço-vos, por favor, para demolirem a casa.
eu quero descansar…descansar…descansar…


Teresa Gonçalves 2016 Novembro



13/01/17

JANEIRO

Imagem Google


Queria-te dizer Janeiro:
 sê bem vindo - chegaste bem sem grande turbulência
mas se o fizesse seria faltar à verdade
pois cortado o cordão umbilical de dezembro
num segundo nasces e estremece a esperança no mundo
pelo terror da morte que entra pela porta da má sorte
da discoteca onde festejavam a tua chegada e nos dias seguintes
premiaste a humanidade com  catástrofes e mais catástrofes
mortes e mais mortes deixando mantos de negro em tantas vidas.

Talvez nos reserves ainda algo de bom
com o teu luar a iluminar as noites negras de inverno.
talvez. talvez.
como quando se começa mal, acaba-se bem…
é o que da esperança nos resta!
vê lá se te apressas…

T.G.  2017/ 01/09




21/12/16

FELIZ NATAL

A todos os meus seguidores e amigos os votos de...