Com a voz do coração dou as boas vindas e agradeço a visita, porque, a semente mais pura do pensamento, está no coração.





11/05/10

Pintura de Carrington

não contes as contas do teu rosário

que são contas pagas sem obrigações.

conta as que dão por conta num sumário

de contas das razões esquivas dos vilões


nas contas não reza o teu fadário

porque esse a vida não esqueceu.

conta todas as folhas do diário

onde a criança ferida escreveu


no final de contas há que esconder

dentro do manto da fé e da bondade

a negra política para não se ver


como a mentira vence a verdade

com papas e mais papas de sarrabulho

num odor de contas feitas de entulho.


8 comentários:

  1. "não contes as contas do teu rosário
    que são contas pagas sem obrigações."
    O começo de um soneto cheio de sentimento.
    Um beijo.

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  2. Olá Tecas querida, hum...hum..
    Postagem a proposito...
    Gosto do poema e como dizes tudo...
    Beijo

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  3. Um soneto de desilusão ! Perfeito !

    Um beijo para ti *

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  4. Tequinhas estás dentro deste soneto!
    Sentimento, revolta andam à solta minha querida.
    Um beijo
    CA

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  5. Kerida Tecas

    ...como estás meu doce?
    que saudades!

    ...adorei o poema,
    grande poeta do Norte!

    ...não comparecerei no lançamento
    do livro do Miguel Leitão,
    pois ando há três meses com duas canadianas
    e
    imensas dores.
    sabes dizer-me...
    se o Miguel mora em Braga
    e
    é natural de Viana do Castelo?

    xis grandes da létinha

    "Sonhos Sonhados"
    "Os Filmes da Minha Vida"

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  6. Papas de sarrabulho?

    Onde é que é isso?

    Beijihossss

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  7. Excelente soneto, sempre a crescer e a fechar com chave de ouro, como se impõe.
    Gostei imenso, parabéns.
    Querida amiga, bom resto de semana.
    Beijo.

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  8. E não chegam as contas de um rosário...
    Excelente, Tecas. e cheio de força.
    Um bjinho e uma flor da
    Amita

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