Com a voz do coração dou as boas vindas e agradeço a visita, porque, a semente mais pura do pensamento, está no coração.






11/04/10

trago a liberdade dos pássaros


nas asas do pensamento

sem algemas nem mordaça

voa à velocidade do vento


trago a liberdade dos pássaros

nas asas do amor e do respeito

dou-lhes espaço p´ra voarem

mesmo que esteja a sangrar
a dor dentro do meu peito


trago a liberdade dos pássaros

desde que fui concebida

brotou num pedacinho de vida

na mulher que me tornei

nos sonhos que alcancei

e com cânticos de liberdade

enfrento as tempestades...

14/03/10

se a humanidade parasse os olhos no tempo
não regressavam os gritos de silêncio.



10/03/10

Unam-se a nós ao adquirir este livro. Todos somos poucos na luta contra o cancro.

21/10/09

Imagem autor desconhecido


vou e regresso
na circunfluência divina do Universo
sem trazer nada de novo
neste meu amor cansado
de te ver beber em mim
calando a seca saudade
nas folhas da tua sede.

vou e regresso
da tua boca molhada
soltando línguas de orvalho
à raíz entrelaçada
à barragem construída
ao rio que me dá ao mar.

e nesta minha velha idade
no peso do tempo ido
no leito deste amor vida
existe um desentendimento
esculpido de silêncio
onde não há amor que resista
em nascentes poluídas.
por isso em qualquer momento
vou...vamos...vou...vamos...voooouuu...vaaaaaaaa

"in"Antologia Poética A.L.

25/09/09

Pintura AnaMuoz

vamos
ao abraço do sol
colher flores na primavera
que fresca melodia nos convida
nos jardins d'alegria florida

vamos
em silêncio descobrir o sabor da terra
numa doce melodia compassada
e saborear o olfacto do nascer da relva

vamos
acompanhados pelo tempo
à procura da fonte cristalina
beber a água gota a gota
e deixar que lentamente
nos caia pelas colinas do corpo

vamos
e se alguém nos perguntar
por onde deve começar
respondemos:
segue-nos.

"in" singelo canal

02/08/09

Pintura Sally Sose


não sei que diamante
te espalhou
e em que berço minha alma
se debruçou
se tu
delírio branco do pensamento
com asas livres sempre
em movimento
geras a primavera
e dás existência à utopia
aos jardins lúcidos ou de loucura
onde floresce a hera
de verdes braços estendidos
à luz do dia
como bocas à procura
de beijos permitidos
na ondulação do vento.

serás tu uma candeia acessa sempre a arder
a luz que docemente se levanta ao céu
para as estrelas desprender
e regressar no sol do alvorecer?

(in) antologia DEZSETE

23/07/09

" contra ponto"

Pintura Jean Mannheim

sou espiral do ponto de interrogação
um ente da exclamação de espanto
sem retirar uma vírgula ao que digo
no entanto
deixo reticências na afirmação

entre parêntis me revelo
pondo o ponto e vírgula de parte
que em aspas vivo no castelo
dos verdes no planeta Marte

e sendo mais coração do que razão
tenho a porta aberta a Morfeu deus irreal
que me põe nas asas fim de citação
e assim me eleva ao ponto final.

"in" entre dois nós"